Total de visualizações de página

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

A importância da avaliação diagnóstica

Todo início de ano os professores, pais, alunos ficam apreensivos com tanta novidade. Sala nova, novos colegas, conteúdos. Uma rotina nova se inicia.
Para o professor, receber uma nova turma, é motivo de entusiasmo e preocupação. Quem são meus alunos? Em que fase do processo de aprendizagem eles se encontram? O que sabem? O que não sabem?
Quem é professor tem um conteúdo a ser ensinado e metas a serem atingidas. E por onde começar?
A avaliação diagnóstica é um bom começo. Aplicar esta avalição no início das aulas dará ao educador indicadores de como seus alunos estão. O resultado desta avalição poderá servir como ponto de partida.
Evidentemente, como qualquer avaliação, ela deverá seguir alguns critérios e ser elaborada pensando nos conteúdos do ano anterior.
Aliás, é importante que a escola propicie momentos de diálogos entre os professores para que informações relevantes dos alunos sejam compartilhadas.
A avalição diagnóstica é uma ferramenta que pode ser usada no decorrer de todo o ano letivo. Seu caráter é preventivo. É possível detectar possíveis dificuldades de aprendizagem, como também aptidões, competências e interesses. O aluno é avaliado dentro do seu processo de aprendizagem que mostrará características específicas de como ele aprende, sendo possível elaborar um plano pedagógico eficaz.


segunda-feira, 18 de março de 2013

“Nem me lembro quantas vezes tive de explicar a ele que escola não é circo”



Assim começo meu texto, com uma frase retirada da revista Veja, 18/03/2013. Fala do psicanalista Benedito Aércio Lombardi,  diretor pedagógico da escola onde Alex Siwek estudou, o rapaz que atropelou e arrancou um braço de garoto da mesma idade que ele, em São Paulo.

Ontem conversando com uma amiga, também professora, sobre a reportagem, ela me perguntou o que eu achava do ocorrido, já que era especialista em saúde mental. Deveria Alex ter prestado socorro? E se realmente ele fosse linchado no local?

Quando penso no medo e no susto que ele deve ter sentido, posso até compreender o fato de não ter parado. Não concordo e provavelmente não faria o mesmo. Contudo, minutos depois, arremessar o braço do David Sousa, rapaz que Alex atropelou, em um córrego... não há como não ficar indignada.

O fato é que nossos jovens e crianças não estão sendo educadas para assumirem seus atos. Escolas, clínicas, estão vivendo hoje, uma situação de completo desamparo por parte dos pais. Educadores, psicólogos, psicopedagogos, fonoaudiólogos, não sabem mais o que fazer, como agir com crianças que são extremamente poupadas de tudo. Não há espaço para frustração, para reflexão dos atos inadequados que tiveram ou têm.

Jogar o celular de um colega no vaso sanitário, quebrar algo do amigo de sala, bater, xingar, inclusive o professor, são hoje vistos, como “brincadeiras” de crianças, que devem ser aceitas pela escola e pelos próprios colegas.

Ninguém nasce jogando braços pelos córregos, filhos pelas janelas, agredindo pessoas pelas ruas, dirigindo alcoolizados. Esses comportamentos são construídos no decorrer da vida de uma pessoa. Uma criança ao nascer tem a possibilidade de se transformar em alguém bom. Para ele e para a sociedade. Tudo depende da forma como os pais vão guiá-lo pela vida a fora.

Hoje muitos pais trabalham fora, lutam pelo pão nosso de cada dia, para que os filhos tenham condições e acesso às boas coisas da vida. Contudo, não é ausência dos pais que torna uma criança em um marginal. É a ausência de limite, de bons exemplos, da real parceira e humildade por parte dos pais quando a escola os chama para sinalizar um desempenho escolar ruim, um comportamento inadequado.

Por outro lado, a escola também abriu mão do seu espaço e se colocou à disposição de pais num modelo de instituição assistencialista que acolhe, dá banho, café da manhã e até o jantar. Os pais terceirizaram os filhos e a escola adotou a ideia. Escola não é mais um local só de socialização e de educação formal. É um local que precisa suportar e aceitar crianças,  jovens sem estrutura nenhuma de vida. Sem valores, sem ética, sem educação. E quando essa mesma escola tenta resgatar ou até mesmo ensinar como deve ser o convívio em grupo, através do respeito, solidariedade, compaixão, responsabilidade, ela é duramente criticada e alvejada por pais que não suportam ver seus filhos repreendidos. Mesmo sofrendo na mão desses mesmos filhos, em casa, no aconchego do lar.

Certa vez uma colega professora mandou um bilhete para um aluno que estava, há tempos tendo em sala, um comportamento inadequado. No dia seguinte, ao cobrar o bilhete assinado, a resposta veio: “Minha mãe falou que só assina coisas importantes”.

Conclusão, será que assinar a lista de presença do presídio para visitar o filho é algo importante?





Taciana Godoy

Psicopedagoga, especializada em Saúde Mental

Escolar e educação especial




terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Curso de leitura e escrita.

Queridos, é com muito prazer que apresento dois cursos saindo do forno para alunos do Ensino Fundamental I. Qualquer dúvida entrem em contato conosco pelos telefones: 19-38341323 e 19-88144019.

PROJETO: Em cada canto um conto.

PÚBLICO ALVO: crianças com 6 e 7 anos, matriculadas no 1º e 2º ano do Ensino Fundamental I.

O CURSO: O principal objetivo do curso é fazer com que a criança aprenda ler e escrever explorando o rico universo das histórias infantis. É lendo que se aprende a escrever. A partir destas histórias, os alunos desenvolverão atividades referentes ao tema trabalhado e terão a oportunidade de experimentar e aperfeiçoar o processo de alfabetização que estão inseridos no ambiente escolar. Teremos um encontro semanal com cada grupo.

INÍCIO/DURAÇÃO: semana do dia 18 de março. (de março à dezembro de 2013)

INVESTIMENTO: R$ 130,00 por mês com vencimento todo dia 10.

OS GRUPOS: número máximo de 4 alunos por turma.

MATERIAL NECESSÁRIO: uma pasta com sacos plásticos para guardar as atividades do curso.

DIAS DA SEMANA QUE OS GRUPOS SÃO OFERECIDOS:


SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

 

 
 

 

 

9h às 10h

16h30 às 17h30

 

16h30 às 17h30

 

 


 PROJETO: Ao pé da letra.

PÚBLICO ALVO: crianças com 8 e 9 anos, matriculadas no 3º e 4º ano do Ensino Fundamental I.

O CURSO: O principal objetivo do curso é fazer com que a criança construa textos através da reflexão de textos e livros trabalhados durante os encontros. Nesta fase, a criança já está alfabetizada e começa a ler seus próprios livros. O ato de escreve depende do quanto e como ela lê. Refletir sobre o que leu, compreender a idéia central do texto, é uma ferramenta essencial no ato da escrita. A partir disto, o aluno será capaz de desenvolver também suas próprias idéias.

INÍCIO: semana do dia 18 de março.

INVESTIMENTO: R$ 130,00 por mês com vencimento todo dia 10.

OS GRUPOS: número máximo de 4 alunos por turma.

MATERIAL NECESSÁRIO: uma pasta com sacos plásticos para guardar as atividades do curso.

DIAS DA SEMANA QUE OS GRUPOS SÃO OFERECIDOS:


SEGUNDA

TERÇA

QUARTA

QUINTA

SEXTA

 

8h às 9h

 
   

 

 

 

14h30 às 15h30

17h30 às 18h30
  
 

sábado, 30 de junho de 2012

Tudo que vicia começa com c

 Os vícios vêm como passageiros, visitam-nos como hóspedes e ficam como amos. (Confúcio)

Há momentos na vida de um ser humano em que ele se vê sem nada realmente interessante pra fazer. Assim, sem companhia, computador ou iPod e com celular fora de serviço, numa viagem de ônibus para Cruz Alta, fui obrigado a me divertir com os meus próprios pensamentos. Por alguma razão que ainda desconheço, minha mente foi tomada por uma ideia um tanto sinistra: vícios.

Refleti sobre todos os vícios que corrompem a humanidade. Pensei, pensei e, de repente, um insight: tudo que vicia começa com a letra c! De drogas leves a pesadas, bebidas, comidas ou diversões, percebi que todo vício curiosamente iniciava com cê.

Inicialmente, lembrei do cigarro que causa mais dependência que muita droga pesada. Cigarro vicia e começa com a letra c. Depois, lembrei das drogas pesadas: cocaína, crack e maconha. Vale lembrar que maconha é apenas o apelido da cannabis sativa que também começa com cê.

Entre as bebidas super populares há a cachaça, a cerveja e o café. Os gaúchos até abrem mão do vício matinal do café mas não deixam de tomar seu chimarrão que também – adivinha – começa com a letra c.

Refletindo sobre este padrão, cheguei à resposta da questão que por anos atormentou minha vida: por que a Coca-Cola vicia e a Pepsi não? Tendo fórmulas e sabores praticamente idênticos, deveria haver alguma explicação para este fenômeno. Naquele dia, meu insight finalmente revelara a resposta. É que a Coca tem dois cês no nome enquanto a Pepsi não tem nenhum. Impressionante, hein?

E o chocolate? Este dispensa comentários. Vícios alimentares conhecemos aos montes, principalmente daqueles alimentos carregados com sal e açúcar. Sal é cloreto de sódio. E o açúcar que vicia é aquele extraído da cana.

Algumas músicas também causam dependência. Recentemente, testemunhei a popularização de uma droga musical chamada “créeeeeeu”. Ficou todo o mundo viciadinho, principalmente quando o ritmo atingia a velocidade… cinco.

Nesta altura, você pode estar pensando: sexo vicia e não começa com a letra c. Pois você está redondamente enganado. Sexo não tem esta qualidade porque denota simplesmente a conformação orgânica que permite distinguir o homem da mulher. O que vicia é o “ato sexual”, e este é denominado coito.

Pois é. Coincidências ou não, tudo que vicia começa com cê. Mas atenção: nem tudo que começa com cê vicia. Se fosse assim, estaríamos salvos pois a humanidade seria viciada em Cultura.

Escrito por Ricardo Mallet.

quarta-feira, 27 de junho de 2012

Curso de férias

Mamães, as férias estão chegando e nós da Lição de Apoio vamos oferecer um curso de férias para os pequenos: "Construindo Lapbook", com a profa. Daniela Martinatti Soster. O valor do curso todo é R$150,00, podendo ser dividido em 2x (entrada mais 30 dias). E o valor avulso é de R$ 40,00 o dia. O curso será oferecido no período da tarde, das 14h às 16h. Faça sua inscrição e tire suas dúvidas pelo telefone 3834-1323. Estamos esperando vocês.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Ver o outro

Esses dias tive o prazer de participar de um workshop no Instituto Ser em Campinas ministrado pelo psicomotricista Steban Levin. Estava muito empolgada, pois, já havia lido muito sobre seu trabalho.
A palestra começou e eu, ávida por tudo que ele falava, fui "bebendo" cada palavra, cada gesto seu e anotando tudo. Nada podia me escapar. Ele nos presenteou com casos do seu consultório. Assim como Piaget dizia sobre a aquisição do conhecimento, fazia assimilações do que o Steban falava e o que eu havia vivido até ali.  As informações viam, me desestabilizavam e eu tentava acomodar tudo dentro de mim.
Sua fala era carregada de tentativas frustradas, angústias, vibrações nas mínimas coisas que ele conquistava com seus pacientes. A magia era ver que eu, assim como ele, passava por aquilo todos os dias também. Não vi à minha frente nenhum doutor, senhor de todas as verdades, criador de técnicas de atendimento. Estou habituada a ver pessoas cheias de certezas, sem criar espaços para o diálogo e para troca. Algumas se fecham em suas vaidades, por medo de mostrar que não sabem tudo, por auto-afirmação.                                           Mais sério ainda, profissionais que laçam crianças em uma vida com laudos inconseqüentes, incorretos e consequentemente estigmas. Por outro lado, suas famílias pagando caro, não só financeiramente, mas, principalmente com a confiança de que foram atendidos e amparados por profissionais capacitados. "Compram" deficiências, dificuldades, déficit e perdem tempo com atendimentos que, muitas vezes, nem precisavam acontecer. Ou não daquela maneira, naquele momento. 
Steban Levin é autor de vários livros, ministra aulas em faculdades, atende em consultórios, ministra palestras e curso, mas, sua maior competência está em ver o outro. Literalmente, VER O OUTRO, sentir o outro, arriscar pelo outro. Ele se desdobra em várias facetas, estilos, que muitas vezes não estão nos livros, estão dentro dele, nas suas experiências remotas da infância. Seu conhecimento acadêmico vem complementar sua essência de doação. Por mais que você tenha conhecimento, se você não tiver a sensibilidade de ver quem está a sua frente, de nada adianta suas teorias. Porque trabalhar com pessoas requer tato, amor, coragem. É preciso entender a complexidade do ser humano. Steban consegue isto porque é humilde. Porque vê suas limitações e assim, ele se coloca em pé de igualdade com seu paciente, que também tem suas fragilidades, mas, não consegue sozinho, achar um caminho. 
Com Steban aprendi que para conhecer a humanidade é preciso enxergá-la dentro de nós. 
                                                                                                                                      
Taciana Godoy, pedagoga, especializada em psicopedagogia e saúde mental escolar. Proprietária da Lição de Apoio.